quarta-feira, 21 de setembro de 2011

primeiro desejo

Queria que algumas pessoas pudessem sentir o Tomás chutando sempre que eu sinto, pra poder compartilhar com elas a emoção. Na verdade, só duas pessoas já conseguiram sentir chutes dele (uma delas HOJE!!!), mas vez ou outra eu fico que nem louca chamando alguém pra botar a mão na minha barriga, porque sempre acho que dessa vez o chute vai ser bem mais forte que o anterior.

Mas ele é teimosinho, e quase nunca isso dá certo
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Outro dia fiquei com meu marido indagando o que seria um dos movimentos que sentimos juntos (sim, ele botou a mão na barriga na hora CERTA e sentiu essa coisa estranha também). Foi engraçado, não foi um chute como geralmente é. Foi um movimento mais longo, como se fossem vários chutezinhos menores, seguidos...um dia pergunto pro Tomás o que era!
   
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E quando ele está agitado eu fico achando que todo mundo consegue ver, que dá pra perceber de longe, que tá todo mundo sentindo isso também. Mas quando vejo, só eu mesma que tô nesse clima de agitação interna.

Afee, dá até um desânimozinho não poder comentar (até com o PORTEIRO, que seja). Porque se eu ficar contando pra todo mundo TODA vez que ele chutar, as pessoas vão querer distância de mim!

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

o dia em que eu cheguei

Reproduzo aqui a história que minha mãe contou sobre o dia em que eu nasci:

Mãe e pai, bem novinhos!!
"Há 26 anos, às duas horas da manhã, nascia a queridona, linda e amada filha Patricia, no hospital Amparo Feminino, no Rio Comprido. O parto foi cesariana, mas jogo rápido. Duas horas depois eu já estava no quarto feliz da vida. Até aquele momento, o nenem não tinha nome. As opções eram Bianca, Carolina, Beatriz, Marina, enfim, qualquer nome estava no páreo. Mas ao olhar para ela, achei que tinha cara de Patricia. Com a concordância imediata do pai, ali ela foi batizada por nós dois. Patricia era linda - e o retrato perfeito do Hans: olhinhos puxados, bochecha vermelha, pele clarinha. Chegou ao quarto com um esparadrapo enorme do lado esquerdo da testa, barbeiragem da obstetra que raspou o bisturi por ali - hoje, essa cicatriz já está lá no meio do couro cabeludo.

Comecei a sentir contrações no dia 13, pelas cinco da tarde. Liguei correndo pra mamãe, claro, e depois pra Angela, a ginecologista, que me mandou ir pro hospital. Mamãe correu pra Santa tereza, aquele atraso onde eu morava, e fomos antes ao supermercado, já que a geladeira de casa, como sempre, andava meio vazia.
Pouco depois das oito da noite eu e Hans pegamos o carro - aquele Fiat Uno verde caindo aos pedaços - para ir pro hospital. Lógico, o carro quebrou e chegamos lá de taxi. A sala de parto foi uma alegria. A Angela e a Katia, a pediatra, conversaram animadamente com as enfermeiras, até que comecei a chiar: "vocês vieram aqui para conversar ou para fazer o parto?" Bem, a Pat nasceu às duas da matina e nesses 26 anos tem sido uma filha amorosa, carinhosa, inteligente e amiga. Posso dizer que o dia 14 de maio de 1985 foi o "segundo dia mais feliz da minha vida", pela cronologia. Três anos antes já tinha vindo o Bê, no primeiro dia mais feliz da minha vida.

E esse 14 de maio me faz mais feliz ainda pelo nascimento do João e por ter ouvido as primeiras batidas do coração do filhinho da Pat, que só tem TRÊS MILÍMETROS, mas já é uma grande pessoa."

Esclarecimentos: O texto foi escrito no dia 14 de maio de 2011. João é o filho de uma prima, que nasceu  neste dia exatamente. E neste dia, o Tomás tinha TRÊS milímetros, agora já tem 26!