segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Mais uma mensagem psicografada

de um recém-nascido, logo depois do parto:

Ela está me conhecendo.
Sejamos rigorosos: ela esta nos conhecendo. Somos três gêmeos, mas completamente diferentes: o bebê real, o bebê ideal e o bebê imaginário.

Como estão dizendo os adjetivos, o único visível e palpável é o real, ou seja, eu. O imaginado é aquele que já vivia no pensamento da mamãe muitos meses (ou dezenas de anos?) Antes que eu, propriamente, nascesse. Mal isto acontece, a sorte dele está selada. Sou implacável, dominador e absolutista - posso chegar às raias do assassinato. É o que acontece, em geral, uns dois, três meses após minha subida ao trono.

O bebê ideal, também habitante da cabeça materna, nasce praticamente junto comigo. Não é concebido pela fusão do óvulo e o espermatozoide - é produto intelectual. Sua matéria prima são livros, revistas, cadernos B, alguma tradição oral (vovó, empregada e profissionais da saúde), à serviço do que convencionou chamar da puericultura (literalmente, cultivo de criança). Este meu gêmeo ideal tem o mesmo fim que o outro: em dois ou três meses dou cabo dele, e, ai sim, vou reinar realmente absoluto.
A novidade do fim de semana na porta do quarto do Tomás

 

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Eu nasco, tu nasces, ele....

Segue o trecho de um livro muito legal que li: "Confissões de um recém-nascido, psicografadas pelo pediatra," Carlos Acselrad.

Este primeiro trecho é sobre o parto:

"Uma vez concebido, e com alguma força de vontade, nascerei vivo, bem ou mal, na hora ou, às vezes, antes da hora.

E qual será a hora? A dúvida não é exatamente quanto à duração normal da gravidez. Sabemos todos que ela deve durar de 38 a 42 semanas. A questão era, até pouco tempo atrás, localizar o gatilho que detona o chamado trabalho de parto. Pois graças a alguns avancos da ciência, constatou-se que o detonador não está na placenta e nem nas glândulas da mamãe, mas neste que vos fala, eu mesmo, enquanto ainda feto. Posso estar afrontando alguma regra de gramática, mas não resisto aos fatos, e conjugo o verbo dando uma orgulhosa banana para o verbnáculo: nasco quando quero. Que tal?
"

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Tomás = Gervársio

Eis que acordo e me deparo com um e-mail contando o sonho louco de uma noite de segunda, de uma amiga só um pouco louca também, e que a mamãe aqui tão louca quanto ela escolheu como uma das madrinhas do Tomás!! E com muito orgulho :-)

Thamine:
"Sonho: estávamos um lugar tipo Itaipava, eu e você. Aí você entrou em trabalho de parto e sua médica estava ali esperando. Só que na hora do parto, quem fez todo o trabalho foi um médico assistente chamado Gervásio. E você queria dar o nome do seu filho de Gervásio. Foi um problema, ficamos todos sem entender nada!! 'é que o médico foi mt atencioso', você falava. Aí eu disse 'tomara que ele não seja atencioso por aí, senão o mundo estará lotado de Gervasios'".

A sonhadora e o afilhado!